DIA NACIONAL DO COMBATE A CEFALÉIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 02 de junho de 2018 é celebrado o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça, e que faz parte da rotina de 2% da população mundial. Atualmente, existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, sendo as mais frequentes a cefaleia tensional, cefaleia em salvas e a enxaqueca crônica.

Com a vida cada vez mais agitada, alguns hábitos alimentares e comportamentais têm colaborado para o aumento das crises de dor de cabeça, da automedicação, e consequentemente, dos casos de enxaqueca crônica – caracterizada pelas dores recorrentes 15 dias ou mais no mês, durante três meses seguidos.

Entre os fatores que podem estimular a ocorrência das crises de dor de cabeça em enxaquecosos, estão: o stress e a ansiedade, o jejum prolongado, as alterações no sono – como a privação ou o excesso; a ingestão de alimentos industrializados que contenham embutidos e outros componentes artificiais e o consumo de álcool. Atualmente sabe-se que o excesso de medicação analgésica sem a devida orientação é considerado o maior fator de risco para a progressão da enxaqueca crônica.

Para o neurologista membro da Academia Brasileira de Neurologia e da American Academy of Neurology, Dr. Leandro Calia, a enxaqueca crônica representa enorme custo pessoal na vida pessoal, profissional, afetiva, social e econômica do indivíduo, com interferências no sistema econômico como um todo. “São inúmeros os estudos científicos que demonstram o impacto da doença na vida das pessoas, através da perda de dias de atividade domiciliar e/ou profissional, bem como perda do rendimento nas atividades pessoais e profissionais”.

O médico relata que é comum ter dor de cabeça, principalmente nos dias de hoje, em que a cobrança e a pressão fazem parte da vida de grande parte da população, mas o que não é normal é ter dor com frequência e negligenciar suas ocorrências, se automedicando por conta própria, sem a orientação de um especialista. “São atitudes como esta que fazem crescer a estatística da enxaqueca crônica e que uma vez instalada, compromete a qualidade de vida do indivíduo”, explica o Dr.Calia.

Uma vez instalada a enxaqueca crônica, o especialista explica que existem dois tipos de tratamento: sintomático (composto por analgésicos bem orientados para a cessão imediata da dor) e preventivo (composto de fármacos específicos para evitar as crises, mudanças de hábitos alimentares e comportamentais considerados gatilhos de dor e aplicação de Toxina Botulínica A – que apresenta efeito analgésico relacionado com o mecanismo de transmissão da dor no sistema nervoso central, independente do efeito de relaxamento muscular).

Quanto mais multidisciplinar for o tratamento, melhor será o resultado do paciente, lembrando que cada indivíduo responde de forma diferente a cada medicação e demais terapias, que devem ser moduladas de acordo com a sua evolução.

“Apesar de a toxina ter custo mais elevado em relação ao tratamento medicamentoso, é preciso considerar que sua aplicação acontece a cada três meses, revelando um bom custo-benefício, especialmente pela ótima tolerabilidade e baixíssimos índices de eventos adversos”, completa o neurologista.